2017/06/24

FME apoia 1º Torneio Royal Poker Party de Campos neste domingo

O 1º Torneio Royal Poker Party de Campos acontece neste domingo (25), a partir das 14h, no Parente Botequim, localizado na Avenida Pelinca, 429, Centro. Os interessados em participar do torneio poderão se inscrever no mesmo dia. Haverá prêmios e troféus para os primeiros colocados. 
Segundo o presidente da Associação Campista de Texas Hold’em e organizador do evento, Thiago Carvalho, o poker foi reconhecido oficialmente pelo Ministério do Esporte, em 2012, conforme diversos julgamentos baseado no Decreto Lei no 3.688/41, artigo 50. “O que garante o reconhecimento da Confederação Brasileira de Texas Hold’em”, pontuou Thiago.  
Thiago Carvalho destaca ainda, que o objetivo é popularizar o poker e mostrar que não é um jogo de azar, como era visto anteriormente. “Estamos trabalhando para tornar Campos, uma cidade referência nesta modalidade esportiva que exige do praticante habilidade e inteligência. Neste primeiro torneio, estaremos recebendo inscrições para no máximo 60 pessoas, por isso, solicitamos que as pessoas cheguem com antecedência para se inscrever”, disse o organizador. 
O presidente da Fundação Municipal de Esportes (FME), Raphael Thuin, que apoia o evento, ressalta que o número de adeptos vem crescendo no país. Maiores informações podem ser obtidas por meio do telefone (22) 99913 0001 ou na página no Facebook: royalpokerclubcampos
 

2017/06/23

Teatro do Sesi Campos

Petrobras vai instalar quatro novas plataformas na Bacia de Campos

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil
Plataforma de petróleo
Plataforma de petróleoDivulgação/Petrobras
A Petrobras pretende instalar quatro novas plataformas na Bacia de Campos nos próximos anos. A primeira será o FPSO Cidade de Campos de Goytacazes, destinada à produção de petróleo nos campos de Tartaruga Verde e Tartaruga Mestiça. Outras duas unidades irão operar no Campo de Marlim e a quarta na área do pré-sal na concessão de Albacora.

De acordo com o gerente da área de Projetos Complementares da Bacia de Campos, Mauro Destri, a ideia é que, com a revitalização do Campo de Marlim, a estatal consiga produzir nesta área até 2052.

O projeto de revitalização de Marlim é uma das apostas da Petrobras para reduzir o declínio natural da produção na Bacia de Campos, de acordo com o gerente. O declínio estável da área está em torno de 9%, enquanto a média mundial está em 12%. “Estamos há 40 anos descobrindo, desenvolvendo, produzindo e trazendo unidades novas na Bacia de Campos”, disse Destri, que participou hoje (22) do Brasil Offshore, em Macaé, no norte fluminense.

Além desta proposta, a Petrobras tem investido no aumento da produção por meio de parcerias estratégicas, no desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias e em processos para a extensão do prazo de concessão de demais campos na Bacia de Campos. “O declínio natural dos campos maduros é algo controlado e com a possibilidade até de regressão em alguns momentos, o que nos dá uma segurança de uma Bacia de Campos produzindo por muito mais tempo”, acrescentou o gerente.

Atualmente, a produção na Bacia de Campos é de cerca de 1,3 milhão de barris/dia. Esse volume representa 64% da produção total da companhia do Brasil.

Edição: Luana Lourenço
 

2017/06/21

Justiça manda colocar tornozeleiras em Linda Mara e Thiago Ferrugem

Com a distribuição das tornozeleiras eletrônicas para cumprimento de medidas restritivas de liberdade pela justiça, os vereadores Thiago Ferrugem e Linda Mara devem recebê-las nos próximos dias.

A decisão foi proferida nesta quarta-feira (21), pelo juiz Ralph Manhães, da 100ª Zona Eleitoral que já retornou das férias. Linda Mara e Ferrugem são réus na ação penal que julga a participação deles no esquema criminoso identificado na Operação Chequinho da Polícia Federal em que políticos do grupo de Anthony Garotinho se favoreceram das supostas fraudes no programa municipal Cheque Cidadão para obtenção de votos na eleição de 2016.

Na decisão desta quarta, Manhães manda oficiar os réus “como determinado anteriormente e cuja decisão não foi revogada até a presente data”, finaliza. No dia 11 de maio de 2017, as tornozeleiras ainda não estavam disponíveis para a justiça. Na ápoca, Ralph Manhães explicou que os réus “não podiam ser prejudicados pela demora do órgão estatal responsável pela colocação daquele equipamento”. Ele revogou, então, a prisão domiciliar de Linda Mara e Thiago Ferrugem.

A prisão domiciliar de Linda Mara foi decretada por Ralph Manhães no dia 27 de abril já a de Ferrugem, no dia 17 de abril.

Por uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os dois que estavam afastados das funções de vereadores foram retomados ao cargo.

http://www.jornalterceiravia.com.br/2017/06/21/justica-determina-instalacao-de-tornozeleira-eletronica-em-linda-mara-e-thiago-ferrugem/

Chequinho: Rosinha com recurso negado

O juiz Eron Simas, responsável pelos julgamentos das Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) da Chequinho, negou o recurso da ex-prefeita Rosinha Garotinho (PR), do candidato derrotado à sucessão dela, Dr. Chicão (PR), do ex-vereador Mauro Silva (PSDB), da ex-secretária de Desenvolvimento Humano e Social Ana Alice Alvarenga e da ex-coordenadora do Cheque Cidadão Giselle Koch, condenados em primeira instância no “escandaloso esquema” da troca de votos por Cheque Cidadão, e os multou em 50% do valor de um salário mínimo, por considerar que houve intuito protelatório na apresentação dos embargos. Também nessa terça, na sala de audiência da 2ª Vara Criminal de Campos, aconteceu uma oitiva de testemunhas em mais uma ação movida pelo ex-governador Anthony Garotinho (PR) para tentar afastar o magistrado Ralph Manhães dos julgamentos da ação penal em que é réu também na Chequinho, mesmo após decisões anteriores contrárias do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Matéria completa em:

http://www.folha1.com.br/_conteudo/2017/06/politica/1220884-chequinho-rosinha-com-recurso-negado.html

2017/06/14

Gurovitz: A agressão a Míriam Leitão

A boa educação recomenda o silêncio ou a moderação na voz. Gritar é feio, quantas vezes dizemos isso a nossos filhos? Elevar o tom de voz em ambientes onde deveria prevalecer o diálogo é, por si só, motivo para perder a razão diante do interlocutor. Todos sabemos disso. Que dizer da gritaria em locais públicos, da algazarra cujo objetivo é constranger e intimidar? 

O relato da jornalista Míriam Leitão sobre os impropérios a que foi submetida num voo entre Brasília e Rio de Janeiro no último dia 3 de junho revela as dificuldades que uma parcela significativa do Brasil ainda tem para entender e respeitar a alma da democracia. Isso fica claro tanto no episódio quanto nos desdobramentos que gerou.
À primeira vista, a agressão em si poderia ser classificada apenas como uma molecagem de militantes malcriados, incapazes de respeitar o espaço alheio. Encontram alguém de quem não gostam, reagem como torcedores num jogo de futebol diante de um craque do time adversário, soltam slogans e palavras de ordem para tirá-lo do sério.
Se ficaram à vontade para constranger Míriam, é porque não se sentiram constrangidos. Comandante e tripulação, segundo o relato dela, ficaram apáticos. Nem um policial chamado a bordo bastou para calá-los. As dificuldades práticas suscitadas pela situação não podem servir de pretexto para eximir a companhia aérea de sua parcela de responsabilidade. Falharam os procedimentos destinados a preservar a paz em qualquer voo.
Ainda que lamentáveis, o mau comportamento de passageiros e a omissão de companhias aéreas são frequentes e não distinguem esse incidente de tantos outros. O que distingue o ataque a Míriam é ter se voltado contra uma profissional da imprensa. Para aqueles que gritavam, ela era símbolo da empresa para que trabalha – e também do jornalismo. O time adversário, na visão distorcida dos militantes, é a imprensa livre, espaço de debates e civilização em toda democracia.
É por isso que as reações ao episódio se revelaram ainda mais preocupantes. O PT, partido dos militantes, emitiu uma nota condenando a atitude deles. Mas não se limitou a isso. Repetindo uma fabulação frequente na mitologia petista, em especial nos discursos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atribui ao grupo de comunicação para o qual Míriam trabalha (o Grupo Globo) a “responsabilidade pelo clima de radicalização e até de ódio por que passa o Brasil”. 
Não há, da parte do PT, nenhum tipo de elemento que justifique essa acusação. Se o Brasil vive um clima acirrado de polarização, boa parte da responsabilidade cabe, ao contrário, ao próprio discurso adotado em campanhas do PT (como expliquei num post de minha série publicada há dois anos sobre o assunto).
A retórica maniqueísta do “nós” contra “eles”, “pobres” contra “ricos”, “povo” contra “elite” sustenta até hoje a fabulação petista. Tal lógica distorcida, desmentida por uma realidade bem mais complexa, alinha o “partido” aos  “bonzinhos” – e põe a “mídia no campo dos “malvados”. Trata-se de uma inversão de valores, reproduzida à exaustão pela militância petista nas redes sociais, ignorante sobre o funcionamento do jornalismo e sobre quão essencial ele é para a saúde da democracia.
Democracia é o regime político em que divergências são respeitadas e resolvidas pelo diálogo. Na democracia, o espaço de diálogo é a imprensa profissional. Portanto, só quem não acredita na democracia ataca a imprensa aos gritos. Não se trata de atitude exclusiva de petistas. Está presente na Venezuela de Nicolás Maduro, nos Estados Unidos de Donald Trump, na Rússia de Vladimir Putin e em tantos outros países.
Até mais que o ataque a Míriam, preocupa a tentativa de diminuí-lo e de desmerecer o relato dela, promovida por blogs e militantes nas redes sociais. Testemunhas questionaram sua versão e – à moda daqueles antissemitas que se dizem “apenas antissionistas” afirmaram que os militantes não atacaram Míriam, mas “só a Globo”.
Os vitupérios vieram não apenas de petistas. Houve até quem cometesse o absurdo de considerar a vítima culpada pela agressão e enxovalhasse a própria Míriam por ter sido uma militante de esquerda que combateu a ditadura militar.
Num momento de crise política aguda como a que o Brasil atravessa, tais reações revelam que não estamos livres das tentações autoritárias. É nessas horas que o trabalho da imprensa profissional – e de profissionais da imprensa como Míriam – se torna mais necessário que nunca.
 

 

 

2017/06/13

Sérgio Cabral é condenado a 14 anos e dois meses por corrupção e lavagem de dinheiro

Decisão foi publicada no sistema da Justiça nesta terça-feira (13)

O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, foi condenado pelo juiz Sérgio Moro em uma ação da Lava Jato no Paraná a 14 anos e 2 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A decisão foi publicada no sistema da Justiça Federal por volta das 11h desta terça-feira (13). Veja a íntegra da sentença.
 
A mulher dele, Adriana Ancelmo, foi absolvida pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por falta de prova suficiente de autoria ou participação. A ré Mônica Carvalho, esposa de Wilson Carvalho, também foi absolvida pelo mesma razão pelo crime de lavagem de dinheiro.
Veja os réus condenados e os respectivos crimes
  • Sérgio Cabral – ex-governador do Rio de Janeiro: corrupção passiva, 12 crimes de lavagem de dinheiro; 14 anos e 2 meses de prisão
  • Wilson Carlos Cordeiro de Silva Carvalho - secretário do governo do Rio de Janeiro durante a gestão de Cabral - corrupção passiva e dois crimes de lavagem de dinheiro; dez anos e oito esses de reclusão
  • Carlos Emanuel de Carvalho Miranda - sócio do ex-governador Sérgio Cabral - corrupção passiva e quatro crimes de lavagem de dinheiro; 12 anos de reclusão

Cabral está preso no Rio de Janeiro desde novembro de 2016. Atualmente, ele está em um presídio em Benfica, onde ficava o antigo Batalhão Especial Prisional (BEP), que foi recentemente reformado. Wilson Carlos está preso em Curitiba.
 
Sérgio Moro também definiu que, pelo crime de corrupção passiva, Cabral terá que pagar 150 dias multa – cada dia multa corresponde a cinco salários mínimos vigentes em outubro de 2008. Pelo crime de lavagem de dinheiro, o estipulado foi 100 dias multa – neste caso, cada dia multa corresponde a cinco salários mínimos vigentes em maio de 2014.
 
“Considerando a dimensão dos crimes e especialmente a capacidade econômica de Sérgio Cabral ilustrada pelo patrimônio declarado de quase R$ 3 milhões e, que considerando o examinado nesta sentença, certamente é maior, fixo o dia multa em cinco salários mínimos vigentes ao tempo do último fato delitivo (05/2014)”, disse o juiz sobre o crime de lavagem.
 
Além desse processo, Cabral é réu em outras nove ações, que são analisadas no Rio de Janeiro.
O G1 tenta contato com a defesa de Cabral, mas até a última atualização desta reportagem não havia conseguido.

Sentença


Para Moro, os atos de corrupção e de lavagem de dinheiro são um fato “assustador”, além de revelar a prática sistemática de crimes graves de corrupção.
"Os atos de corrupção e lavagem reconhecidos na presente sentença inserem-se em um contexto maior de prática sistemática de infrações penais pelo ex-governador e seus associados e que é ilustrado pelas cerca de nove ações penais contra eles já propostas na Justiça Federal do Rio de Janeiro e igualmente encontra prova neste mesmo feito no sentido de que era cobrado um percentual de vantagem indevida em toda obra pública realizada no Estado do Rio de Janeiro”, afirmou Sérgio Moro.
Rogério Nora e Clóvis Peixoto também foram denunciados pelo MPF e se tornaram réus nesta mesma ação penal pelo crime de corrupção ativa. Entretanto, em janeiro de 2017, o MPF requereu a suspensão do processo em relação aos dois, devido ao acordo de colaboração premiada firmado com eles.
Caso haja recurso, Cabral deve responder preso, de acordo com a sentença de Sérgio Moro.

A denúncia

De acordo com o MPF, Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo e outros dois réus – Carlos Miranda e Wilson Carlos – “se valeram do cargo do ex-governador para solicitar e receber vantagem indevida”. Este fato, segundo os procuradores, é motivo para aumento de pena para os crimes de corrupção.
 
Ainda conforme o MPF, o grupo teve envolvimento no pagamento de vantagens indevidas a partir do contrato da Petrobras com o Consórcio Terraplanagem Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão. A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) foi aceita em dezembro do ano passado.
Os procuradores do MPF também destacam que Sérgio Cabral, em conjunto com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, foi o responsável por organizar as tratativas com os executivos da Andrade Gutierrez para solicitação das propinas e, ainda, delegou a pessoas de sua confiança o acerto quanto ao recebimento das vantagens indevidas.
 
Por Adriana Justi e Thais Kaniak, G1 PR, Curitiba